BILHETE POSTAL
Por Eduardo Costa
Há uma solução para pôr fim aquela burocracia que prejudica os cidadãos, as empresas, todo o país? Aquelas exigências e morosidade de decisões que desesperam um cidadão? Por vezes são coisas de tão pequena monta que não é compreensível. Culpa dos funcionários públicos? Claro que não. São tantas as normas que estes têm de cumprir que na dúvida nada fazem. E os cidadãos sofrem.
Muitos governos, se não todos, põe na agenda combater a burocracia. Nunca conseguiram. Não acreditamos que consigam. A burocracia está entranhada nos ossos do aparelho do estado.
Afirmo o óbvio. Apenas lembro essa chaga.
Haverá solução? Sinceramente acho que sim. Se os governos não se limitassem a afirmar que as pessoas estão primeiro. Era preciso que cumprissem com o que afirmam e dessem atenção a cada cidadão. Pondo em prática o que apregoam: cada cidadão conta!
Talvez fosse bastante fazer o que já se faz em outros setores e com bons resultados. Na saúde por exemplo. Do outro lado da linha está sempre um técnico que atende e fica responsável por aquele paciente. E este sabe que tem nessas pessoas quem vai tratar do seu problema até que ele seja resolvido. Isto já foi conseguido na saúde. Graças a deus.
Pois bem. Sendo a burocracia uma doença que prejudica a economia, o país, e sobretudo cada um dos portugueses, uma linha telefónica do outro lado, que atendesse o problema do cidadão e o resolvesse de facto. Quiçá pudesse ser uma solução.
De caso em caso, provavelmente se concluiriam soluções que diminuíssem ou mesmo eliminassem essa chaga!
Oxalá “alguém” ouvisse as dores dos cidadãos que desesperam às mãos de ‘pormaiores’ que afetam a tranquilidade e a saúde dos portugueses.
Eduardo Costa, jornalista, presidente da Associação Nacional de Imprensa Regional
(Este artigo de opinião semanal é publicado em cerca de 50 jornais)