2026/08/03
BILHETE POSTAL
Por Eduardo Costa
Todos conhecemos os efeitos nocivos do consumo do tabaco.
Também é mais que sabido que o tabaco afeta os chamados consumidores passivos. Aqueles que não fumam, mas que respiram o fumo provocado pelos que os rodeiam.
Para termos uma ideia aproximada, pelo menos 69 compostos presentes no fumo do tabaco são altamente tóxicos e cancerígenos para quem respira o fumo em segunda mão.
A exposição ao fumo de não fumadores é causa de cancro; doenças do coração: aumenta o risco de problemas no coração e de enfarte nos não fumadores; problemas respiratórios: crianças e adultos sofrem de asma, tosses e infeções nos pulmões devido ao fumo passivo.
A Comissão Europeia aponta o tabaco como a principal causa evitável de morte nos países da UE, afetando também quem não consome estes produtos.
O plano da Europa ambiciona criar uma geração totalmente livre de tabaco até ao ano de 2040.
É a chamada “meta do fumo”, que assenta em três pilares: Ambientes sem fumo: a UE recomenda que seja proibido fumar em espaços públicos ao ar livre, como esplanadas, parques infantis e paragens de autocarro; novos produtos: As regras protegem também contra o fumo e aerossóis de cigarros eletrónicos e tabaco aquecido.
Muito interessante um estudo recente na Hungria, onde as regras de não fumar em espaços fechados e também uma alta taxa de imposto, em vigor há uma década, reduziu para metade o número de cancros devidos ao fumo do tabaco. E, para além da saúde, os húngaros dizem agora que se sentem muito melhor sem o cheiro das roupas a tabaco.
Vamos para férias. Sem tabaco!
Eduardo Costa, jornalista, presidente da Associação Nacional de Imprensa Regional
(Este artigo de opinião semanal é publicado em cerca de 50 jornais)